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Crítica dos filmes que assistimos no decorrer do ano, sejam eles inéditos [para nós], ou não!
Por Ericson
1# Não comente sobre o Clube da Luta! - Se seus filmes favoritos beiram "Velozes e Furiosos", "Deu a louca em Hollywood" ou "X-men Origens: Wolverine", primeiramente: vá a merda! E segundo: pode parar de ler por aqui mesmo.

2# Nunca, jamais, comente sobre o clube da luta! - O filme é baseado no romance homônimo de Chuck Palahniuk de mesmo nome, publicado em 1996. Foi dirigido por David Fincher [Se7en; O Curioso caso de Benjamin Button], protagonizado por Edward norton [A Outra História Americana], Brad Pitt [Os Doze Macacos] e Helena Bonham Carter [Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet].

3# Quando alguém gritar "pára!", sinalizar ou desmaiar, a luta acaba. - Na época de seu lançamento, o filme foi muito críticado e não rendeu muito nas bilheterias, porém com o tempo e o lançamento do dvd o filme foi criando sua fama e tornando-se cult entre os cinéfilos e uma marca no cinema, juntamente com "Matrix", do mesmo ano.

4# Somente duas pessoas por luta. - Por causa do título, o filme pode ser interpretado de maneira equivocada [ainda mais para quem não se der ao menos o trabalho de prestar atenção na trama], como apenas um filme de "luta", o que de fato tem, porém é pouco para quem realmente acreditam que este filme se trata de porradaria. Sim, o filme é violento, porém a violência é meramente circustâncial.

5# Uma luta de cada vez. - Norton e Pitt vinham de atuações que chamaram a atenção do grande público, como "A outra História Americana" e "Se7en" respectivamente, mas em "Clube da Luta" conseguiram se consagrar, mostraram de vez que não são apenas rostinhos bonitos e que sabem de fato atuar e suportar uma carga dramática. Foi mesmo uma pena não terem reconhecido isso na época.

6# Sem camisa, sem sapatos - O filme trata de assuntos que muitos escolhem ignorar ou simplesmente "não sabem" por serem ignorantes, que é: a VIDA no mundo atual! Do por que achamos que nossas vidas é uma merda, o declinio da moral do homem, por que estamos nos comportamos de maneira precária intelectualmente e espirualmente, e muitas outras coisas subjetivas ou jogadas na sua cara. Uma verdadeira aula de como fazer a mensagem sobrepor a imagem, como diz na capa do dvd: um soco na mente!
7# As lutas duram o tempo que for necessário. - Pra mim essa frase - do próprio filme - o define: "Nós somos os filhos do meio da história, sem propósito ou lugar. Não tivemos Grande Guerra, não tivemos Grande Depressão. Nossa grande guerra é a guerra espiritual, nossa grande depressão é a nossa vida".

8# Se for a sua primeira noite no clube da luta, você tem que lutar! - Agora, se você não entendeu o significado da frase acima, nem perca seu "precioso" tempo assistindo ao um dos melhores filmes da história.

Where is my mind?!
Por Ericson
Me emocionou.
Adaptação do livro "Onde Vivem os Monstros" [Where The Wild Things Ar] de Maurice Sendak de 1963. Com suas poucas páginas, o livro consegue retratar bem a sensação de uma criança com relação á sentimentos que ainda não consegue descrever [não muito diferente de quem já é adulto, se for parar para pensar]. Só pelo fato do diretor Spike Jonze ter conseguido adaptar tão poucas páginas num longa-metragem é de se admirar, e por ter coseguido transpor ainda mais o sentimento do livro, é algo para bater palmas.
Após ser mandado para o quarto de castigo por se comportar mal, Max resolve fugir de casa, e acaba chegando numa ilha, onde vivem os monstros, lá ele é coroado rei e aos poucos se vê enfrentando situações no qual é fundamental atitudes maduras.
O filme se trata de nuances poderosas, como o amadurecimento e o amor, que se itensificam quando tudo isso é relatado pela visão simples e "ingênua" de uma criança através de sua imaginação [outra nuance forte retratada no filme], o que me lembrou bastante as tiras de Calvin & Haroldo de Bill Watterson.
A trilha sonora pontua o filme de maneira excelente, alias, ela ajudou para que o trailer se tornasse um dos melhores que eu já vi até hoje. Outra coisa que adorei no filme é que todos os monstros são animatrônicos [bonecos eletrônicos, aliás, o mesmo que criou e manipulou os bonecos de “Os Muppets”, Jim Henson] com apenas uma ou outra caracterização em CGI, dando mais realidade ao filme, tornando-o "palpável".
O filme não é para todos, fato, é necessário sensibilidade para conseguir captar, um pouco que seja, a mensagem do filme, por isso recomendo que o assista com calma, mente e coração aberto.
Por Ericson
Cumpriu o que me prometeu, e isso significa algo!

Michael Mann [Inimigo Público], o diretor, é famoso pela forma de dirigir seus filmes, um estilo praticamente documental, sempre dando um quê de realidade, querendo mostrar que aqueles personagens podem mesmo ser "reais", facilitando uma interação e identificação do publico.

O filme conta a história de Max [Jamie Foxx], um taxista que está no ramo à um bom tempo e não vê a hora de ter seu próprio negócio e sair da rotina de ter que ouvir passageiros reclamando de suas vidas infames, afinal, já basta a dele próprio. Até que um dia como outro qualquer, aparece Vincet [Tom Cruise], apenas mais um passageiro, aparentemente. Max descobre que Vicent é um assassino e sem querer acaba fazendo parte de uma cadeia de crimes, tornando- se refém. Durante a trama diálogos excelentes são travados pelos protagonistas, destacando bastante o caráter de cada um de forma tão convincente que você não tira a razão de nenhum dos dois.

As tomadas aéreas são excelentes, mostrando que aquele é -aparentemente- apenas mais um taxi numa noite normal em L.A., enquanto quem acompanha a história sabe que não é. Alguns clichês tiram você um pouco do filme em si, mas não é nada que vá estragar. Uma cena especifica do filme, a do lobo [quem assistiu ou for assistir vai entender], não me fez sentido de momento, mas parando pra pensar mais na trama, ela não foi tão aleatória assim. Ela foi o inicio do clímax do filme, onde por alguns segundos os protagonistas -e o espectador- param pra refletir sobre tudo que aconteceu até o momento, mas isso tudo de uma maneira muito sutil.

Enfim, não é o melhor filme de Michael Mann, mas é uma excelente oportunidade de ver Tom Cruise, boa pinta como sempre, mas de uma maneira diferente e Jamie Foxx dando um show de interpretação, como de praxe quando levado a sério. Recomendo.