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Crítica dos filmes que assistimos no decorrer do ano, sejam eles inéditos [para nós], ou não!
Por Ericson
Como filme, "Avatar" é um nota 8.5 ou 9, mas como espetáculo visual e experiência cinematográfica, é sem dúvida um 10!
Assim como James Cameron [Exterminador do Futuro 1 e 2; Titanic] esperou a hora certa para produzir o filme [12 anos pra ser mais especifico], eu também esperei para ver um filme FEITO para 3D e não acabar sendo mais um reclamando de dor de cabeça ou de que filme em terceira dimensão são ruins por incomodarem ou coisa do tipo, até por que, não pagaria mais caro pra ver um filme que eu sei que não valeria a pena, ainda mais por darem algum jeito de introduzir o 3D de qualquer maneira só para vender mais. Enfim, vamos falar do que interessa: Avatar!
Antes de qualquer coisa você tem que decidir se quer ver apenas o filme ou se quer ter 100% da experiência que lhe é proporcionada. Se sua opção for a segunda, sem dúvida terá que assistir em 3D. Ao contrário de vários filmes, "Avatar" utiliza a terceira dimensão de maneira que lhe favorece, que seja harmoniosa tanto - e principalmente - para o filme quanto para o espectador, e essa pra mim é a maior revolução que o filme traz.
Muitos reclamam do roteiro ou da história em si, que possui muitos clichês e tudo mais, mas não vejo motivo para tanta hostilidade, afinal, qual filme hoje em dia não possui clichês? A graça está justamente na maneira na qual eles são relatados e mostrados, e isso duvido que alguém ache a maneira que "Avatar" utilizou ruim.
Sim, o roteiro/história pode ser simples [atenha-se a palavra: SIMPLES], mas isso não quer dizer que seja ruim, muito menos, fraco. Está longe de ser uma história original, isso é indiscutível, porém Cameron se deu ao trabalho ao menos de tentar transmitir uma mensagem ao longo da trama, e isso é louvável. Ela discute que vivemos em um conflito direto com a natureza, apenas pensando em nós mesmos, passando por cima de tudo e de todos, esquecendo que na hora que o planeta ceder ou revidar, quem sofrerá seremos nós mesmos! A guerra com o planeta já uma derrota garantida.
Parafraseando Alexandre Ottoni do site Jovem Nerd no podcast especial [no qual eu recomendo!] sobre o filme: "Eu fico feliz que a 2ª maior bilheteria da história [hoje já a 1ª] seja um filme com um tema desses [...] Agora é importante isso estar no subconsciente coletivo [...] ". E é justamente isso que as pessoas estão esquecendo de prestar atenção, quando simplesmente estão criticando sem se quer parar para analisar todo o contexto do filme.
Tudo que posso dizer é que vá de mente limpa assistir ao filme, seja receptível, deixe-se entregar ao mundo que Avatar te apresenta e que só o cinema é capaz de realizar. RECOMENDADO!
Por Ericson & Tata Santiago
No ponto. Não mais.
Dirigido por Guy Ritchie [Snatch - Porcos e Diamantes], a nova roupagem do clássico "Sherlock Holmes" foi uma surpresa no sentido de sua realização, ainda mais tendo Robert Downey Jr. como intérprete, o que fez muito bem [ganhando até Globo de Ouro de melhor ator de comédia/musical, o que surpreendeu um pouco, mas que foi uma boa escolha], acrescentando e dando ainda mais créditos ao filme que por si só já é ótimo.
Carisma é o que defini "Sherlock Holmes" e seus personagens. Não tendo o bastante Downey Jr. "afetado" no bom estilo Jack Sparrow de ser, temos excelentes coadjuvantes como Jude Law, vivendo o parceiro de aventura de Holmes, Dr. Watson e Rachel McAdams, um suposto interesse romântico do detetive inglês.
Além de uma excelente fotografia de uma Inglaterra fria e urbana do final do século 19, o filme traz de volta uma característica bem anos 80, que é um tema para o personagem, aquela música que serve de base para toda trilha sonora do filme [no bom estilo "Indiana Jones"] e um humor não-agressivo, que te faz rir, se sentir bem e que não subestima o espectador.
"Sherlock Holmes" é tudo no qual é proposto em sua divulgação: divertido, ágil e carismático. É tudo o que você espera e nada mais, ou seja, é um ótimo filme, e ponto. Recomendado.
Por Ericson
Tinha tudo pra ser um grande filme...
"Funny People" já possui uma piada logo no seu título [tendo seu título nacional como "Tá Rindo do Quê?", e na versão dublada narrado como "Gente Engraçada", mostrando total descaso para com o produto aqui no Brasil], pois de engraçado mesmo não tem muita coisa, já que retrata a vida solitária de um comediante, da contradição que é a vida triste de quem leva alegria aos outros.
Só nesse plot há potencial para um ótimo filme, ainda mais por ter o diretor e roteirista Judd Apatow [O Virgem de 40 anos; Ligeiramente Grávidos] e os atores Adam Sandler e Seth Rogen que possuem créditos por seus filmes e personagens. Porém, o filme não é metade do que promete.
Com uma hora de filme você acredita e espera que haja uma reviravolta ou algo do tipo, como acontece em "Click", também estrelado por Sandler, e de certa forma até ocorre, mas assim como todo o filme, é perceptível que aquilo tudo poderia ser - muito - melhor.
Sim, o filme tem pontos fracos [mais do que eu gostaria], mas ainda sim é válido, tem seus momentos, e é possível tirar alguma lição, como a de que é preciso saber viver, e principalmente o valor que tem uma amizade, características dos filmes de Apatow. O triste mesmo é não terem compensado a expectativa esperada vindo de pessoas capacitadas para isso.
P.S: É necessário certo nível de humor negro e desprendimento do famigerado [e pé no saco] "politicamente correto" para conseguir aproveitar e entender melhor o filme.