Crítica dos filmes que assistimos no decorrer do ano, sejam eles inéditos [para nós], ou não!







quinta-feira, 16 de setembro de 2010

• Clube da Luta [Fight Club] - [Drama] 1999 | 10/10

Por Ericson

1#
Não comente sobre o Clube da Luta! -
Se seus filmes favoritos beiram "Velozes e Furiosos", "Deu a louca em Hollywood" ou "X-men Origens: Wolverine", primeiramente: vá a merda! E segundo: pode parar de ler por aqui mesmo.



2# Nunca, jamais, comente sobre o clube da luta!
-
O filme é baseado
no romance homônimo de Chuck Palahniuk de mesmo nome, publicado em 1996. Foi dirigido por David Fincher [Se7en; O Curioso caso de Benjamin Button], protagonizado por Edward norton [A Outra História Americana], Brad Pitt [Os Doze Macacos] e Helena Bonham Carter [Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet].


3# Quando alguém gritar "pára!", sinalizar ou desmaiar, a luta acaba. -
Na época de seu lançamento, o filme foi muito críticado e não rendeu muito nas bilheterias, porém com o tempo e o lançamento do dvd o filme foi criando sua fama e tornando-se cult entre os cinéfilos e uma marca no cinema, juntamente com "Matrix", do mesmo ano.



4#
Somente duas pessoas por luta. - Por causa do título, o filme pode ser interpretado de maneira equivocada [ainda mais para quem não se der ao menos o trabalho de prestar atenção na trama], como apenas um filme de "luta", o que de fato tem, porém é pouco para quem realmente acreditam que este filme se trata de porradaria. Sim, o filme é violento, porém a violência é meramente circustâncial.



5#
Uma luta de cada vez. - Norton e Pitt vinham de atuações que chamaram a atenção do grande público, como "A outra História Americana" e "Se7en" respectivamente, mas em "Clube da Luta" conseguiram se consagrar, mostraram de vez que não são apenas rostinhos bonitos e que sabem de fato atuar e suportar uma carga dramática. Foi mesmo uma pena não terem reconhecido isso na época.



6# Sem camisa, sem sapatos -
O filme trata de assuntos que muitos escolhem ignorar ou simplesmente "não sabem" por serem ignorantes, que é: a VIDA no mundo atual! Do por que achamos que nossas vidas é uma merda, o declinio da moral do homem, por que estamos nos comportamos de maneira precária intelectualmente e espirualmente, e muitas outras coisas subjetivas ou jogadas na sua cara. Uma verdadeira aula de como fazer a mensagem sobrepor a imagem, como diz na capa do dvd: um soco na mente!



7# As lutas duram o tempo que for necessário. - Pra mim essa frase - do próprio filme - o define: "Nós somos os filhos do meio da história, sem propósito ou lugar. Não tivemos Grande Guerra, não tivemos Grande Depressão. Nossa grande guerra é a guerra espiritual, nossa grande depressão é a nossa vida".


8# Se for a sua primeira noite no clube da luta, você tem que lutar! -
Agora, se você não entendeu o significado da frase acima, nem perca seu "precioso" tempo assistindo ao um dos melhores filmes da história.



Where is my mind?!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

• Onde Vivem os Monstros [Where The Wild Things Are] - [Aventura - Drama] 2009 | 9/10

Por Ericson

Me emocionou.


Adaptação do livro "Onde Vivem os Monstros" [Where The Wild Things Ar] de Maurice Sendak de 1963. Com suas poucas páginas, o livro consegue retratar bem a sensação de uma criança com relação á sentimentos que ainda não consegue descrever [não muito diferente de quem já é adulto, se for parar para pensar]. Só pelo fato do diretor Spike Jonze ter conseguido adaptar tão poucas páginas num longa-metragem é de se admirar, e por ter coseguido transpor ainda mais o sentimento do livro, é algo para bater palmas.



Após ser mandado para o quarto de castigo por se comportar mal, Max resolve fugir de casa, e acaba chegando numa ilha, onde vivem os monstros, lá ele é coroado rei e aos poucos se vê enfrentando situações no qual é fundamental atitudes maduras.



O filme se trata de nuances poderosas, como o amadurecimento e o amor, que se itensificam quando tudo isso é relatado pela visão simples e "ingênua" de uma criança através de sua imaginação [outra nuance forte retratada no filme], o que me lembrou bastante as tiras de Calvin & Haroldo de Bill Watterson.



A trilha sonora pontua o filme de maneira excelente, alias, ela ajudou para que o trailer se tornasse um dos melhores que eu já vi até hoje. Outra coisa que adorei no filme é que todos os monstros são animatrônicos [bonecos eletrônicos, aliás, o mesmo que criou e manipulou os bonecos de “Os Muppets”, Jim Henson] com apenas uma ou outra caracterização em CGI, dando mais realidade ao filme, tornando-o "palpável".


O filme não é para todos, fato, é necessário sensibilidade para conseguir captar, um pouco que seja, a mensagem do filme, por isso recomendo que o assista com calma, mente e coração aberto.

domingo, 15 de agosto de 2010

• Colateral [Collateral] - [Policial - Suspense] 2004 | 7/10

Por Ericson
Cumpriu o que me prometeu, e isso significa algo!


Michael Mann [Inimigo Público], o diretor, é famoso pela forma de dirigir seus filmes, um estilo praticamente documental, sempre dando um quê de realidade, querendo mostrar que aqueles personagens podem mesmo ser "reais", facilitando uma interação e identificação do publico.


O filme conta a história de Max [Jamie Foxx], um taxista que está no ramo à um bom tempo e não vê a hora de ter seu próprio negócio e sair da rotina de ter que ouvir passageiros reclamando de suas vidas infames, afinal, já basta a dele próprio. Até que um dia como outro qualquer, aparece Vincet [Tom Cruise], apenas mais um passageiro, aparentemente. Max descobre que Vicent é um assassino e sem querer acaba fazendo parte de uma cadeia de crimes, tornando- se refém. Durante a trama diálogos excelentes são travados pelos protagonistas, destacando bastante o caráter de cada um de forma tão convincente que você não tira a razão de nenhum dos dois.


As tomadas aéreas são excelentes, mostrando que aquele é -aparentemente- apenas mais um taxi numa noite normal em L.A., enquanto quem acompanha a história sabe que não é. Alguns clichês tiram você um pouco do filme em si, mas não é nada que vá estragar. Uma cena especifica do filme, a do lobo [quem assistiu ou for assistir vai entender], não me fez sentido de momento, mas parando pra pensar mais na trama, ela não foi tão aleatória assim. Ela foi o inicio do clímax do filme, onde por alguns segundos os protagonistas -e o espectador- param pra refletir sobre tudo que aconteceu até o momento, mas isso tudo de uma maneira muito sutil.


Enfim, não é o melhor filme de Michael Mann, mas é uma excelente oportunidade de ver Tom Cruise, boa pinta como sempre, mas de uma maneira diferente e Jamie Foxx dando um show de interpretação, como de praxe quando levado a sério. Recomendo.